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A Freguesia   ::  Personalidades
Álvaro de Castro Araújo Cardoso Pereira Ferraz, 3º Visconde de Castelões

Álvaro de Castro Araújo Cardoso Pereira Ferraz, nasceu na cidade do Porto em 1 de Abril de 1859, sendo filho de António Cardoso Pereira Ferraz, 2º Visconde de Castelões, e de D. Maria Emília de Brito e Cunha.

Pelos dois lados descendia de famílias de arreigadas convicções liberais, pois seu avô materno, António Bernardo Brito e Cunha, contador da Fazenda no Porto, fora enforcado em 1829 por fidelidade à Carta Constitucional.

Álvaro de Castelões formou-se em Engenharia na Escola Politécnica de Lisboa, tornando-se um dos maiores especialistas portugueses na construção de caminhos de ferro, tanto na metrópole como no ultramar.

 Apaixonado por África, seguiu para Moçambique, em 1889, com o objectivo de vencer as dificuldades de navegação do rio Chire, para que fossem possíveis as ligações entre Chibissa e Matope. Nessa empresa, foi um zeloso companheiro do major Serpa Pinto que pretendia desbravar as zonas geográficas entre Angola e Moçambique. Tendo recebido o comando de uma coluna militar, ocupou a região da Mupassa para impor a soberania portuguesa, o que deu motivo ao protesto de Inglaterra que ficou conhecido na história como Ultimatum de 1890. Pelo seu comportamento heróico, foi-lhe atribuído, em sessão parlamentar de 15 de Agosto de 1891, o título de Benemérito da Pátria. Seguiu, depois, para o Estado da Índia como director do caminho de ferro de Mormugão. Regressando antes do fim do século a Lisboa, a fim de exercer o cargo de director das Obras Públicas do Minho e Douro.

Tendo o progenitor, entretanto falecido, Álvaro Ferraz recebeu o título de 3º Visconde de Castelões, por carta régia de 27 de Fevereiro de 1905. Cultivou também as letras como poeta de rara sensibilidade, publicando os seguintes livros: O sonho do Infante D. Henrique (1936), O Soneto Neo-Latino (1939), A Amorosa Canção (1944) e Rimas Orientais (1945).

Embora nascido no Porto, cidade onde veio a falecer em 9 de Julho de 1953, o 3º Visconde de castelões ligou-se por laços de família e dons de espírito a Vila Nova de Famalicão, terra onde publicou os três últimos livros e onde existe uma rua a perpetuar-lhe o nome como um dos mais distintos colonialistas portugueses dos fins do século XIX.

 
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